terça-feira, abril 17, 2012


Satisfação

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Coração acelerado, parece bater descompensado. Sinto o ar de sua respiração varrer meu rosto, afastando bem suavemente alguns fios de cabelos de meus olhos. Sua mão desliza sobre meu braço, onde aperto sua cintura. Vontade de eternizar esse momento! Algumas palavras soam de sua boca, tocando meu ouvido como música. Seus pés entrelaçam os meus. Agora sinto suas unhas cravarem minhas costas, consequências de tocar o que te faz mulher. Percebo o desejo que te faz molhar, o tesão que nos ronda. Você pronuncia algumas palavras, não consigo entender, meu corpo em estado de êxtase total se acaba em suas curvas femininas. Por fim, entre seus lábios me confessa com seus gemidos o quanto estava satisfeita, e por entre meus lábios te confesso o quanto você me satifaz.

(Depois de muito tempo com esse textinho parado, consegui finalizá-lo em menos de cinco minutos)

terça-feira, julho 26, 2011


Quem disse?

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Senta aí, meu caro. O que você está sentido agora? No que sua dor se transformou? Ódio? É, bem vindo ao clube. Quem foi o filha da puta que disse que amar é bom? Quem foi o filha da puta que disse que não vivemos sem? Eu tô aqui, amargurado, afogado nesse sofá velho, assistindo esses programas televisivos que só me mostram o quanto as pessoas são mesmo ridículas. Eu perdi o melhor da vida, eu perdi o que me fazia viver, eu não acredito mais em mim, em você, nem ninguém, mas sabe o que é foda de verdade? Você quer saber o que eu acho muito foda? É que eu não paro de pensar, de tentar fazer com que eu não acredite no amor, porque isso definitivamente é a única coisa a qual eu acredito. Meio contraditório, não? Pois é. Mas, eu sou meio assim, maluco, contraditório, doidão, mas o fato é que eu acredito no amor, e se eu acredito no amor, eu acredito em você, em mim, e em todos. Quem explica isso? Eu não sei, você sabe? Você provavelmente vai rir de mim, mas eu sou um desses 'filhos da puta' que dizem que amar é bom, e que não vivemos sem. Eu sou, eu sou um filho da puta.

segunda-feira, maio 30, 2011


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Sem mais.

quarta-feira, abril 27, 2011


Não 'tô' sabendo viver não.

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Parei para pensar em todas as situações e me senti a pessoa mais infeliz do mundo. Eram fatos que me deixavam pensar o quanto viver aquilo havia de fato me deixado desgastado. Era incrível a influência que certo alguém tinha sobre mim. Mandei uma carta para o Zézinho; - Bicho, não 'tô' sabendo viver não. - Ele me respondeu, onde até mesmo suas vírgulas fizeram total concordância com o que se passava em minha vida. Dizia que eu estava enfeitiçado, e que deveria abrir os olhos. "O amor é feito catarata, vai te cegando aos poucos até não te deixar mais enxergar, ou enxergar somente aquilo que a doença quer. Até o desgaste natural que faz ocorrer a catarata, ocorre com o amor, ocorre com você". Aí mais uma vez me inundava de maus pensamentos, que com um maço de cigarro e uma garrafa de uísque, seria a combinação perfeita de mais um péssimo momento.
Esses dias paguei por sexo. Eu não sei porque diabos paguei pelo sexo. Eu não sei porque diabos fiz aquilo, mas eu fiz. Ela era nova, bem carinhosa, sabia que nunca havia me envolvido assim, dessa forma. Aliás, essa troca de 'sexo por seu dinheiro', nunca foi benquisto por mim. Até que a jovem promíscua soube me deixar levar. Mas quando eu estava para explodir, eu pensei que naquilo não havia amor, e simplesmente amoleci. Eu não me odiei por faltar na hora H. Deixei a troca pelo sexo sobre a cama, enquanto a jovem se banhava, e sai porta a fora. Pensei no que há poucos minutos atrás fizera, e ri, ri até minha barriga doer, depois passou a ser desespero, e chorei, chorei até as lágrimas secarem. Agora não entendia porque eu sentia aquilo, por que eu sentia amor, por que? Era tão demodê. Eu queria me ver livre.
Sentei no banco da praça vazia, o vento gelado tocava o meu rosto, que levemente ruborizava minha pele branca, fechei meus olhos, respirei profundamente e tentei me acalmar. Um dia o amor vai, ou volta.

quinta-feira, abril 14, 2011


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Dê play:


Ele perguntou: - Ainda existe? O amor? – Ela não soube respondê-lo. Fechou seus olhos, apertou suas sobrancelhas, e balançou sua cabeça negativamente. Ela não sabia exatamente como aquilo funcionava, ainda que depois de tanto tempo, ainda não sabia. – O que houve com você? Fechou-se para o amor? – Disse ele enquanto ainda mantinham-se distantes um do outro. – Eu não sei o que aconteceu comigo. – Disse ela, sem conseguir cruzar seu olhar nos dele. – Deixe-me ajudá-la a lembrar do que nós fomos. – Tentou aproximar-se. – Não posso. - Ela se afastou ainda mais. –Por quê? Você disse que era importante, um dia. – Lágrimas vieram aos olhos daquele rapaz. – Eu não sei... – Impressionado com a resposta da garota, desviou seu olhar para o chão, sem entender exatamente, deixando que uma lágrima escorresse de seus olhos – Você se esqueceu da nossa essência. – Ela tentava não chorar. - Chore, por favor, apenas chore. - Disse ele, enquanto entre o choro pedia. As lágrimas dela demonstrariam que ainda se importava, e do rosto dela, nada saia, a não ser o novo semblante que havia se formado, aquele que nem mesmo ele havia visto algum dia, enquanto estiveram juntos. - Eu não posso... - Disse ela sabendo que aquilo tudo...era uma GRANDE MENTIRA.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011


Transparecendo o meu bem-estar..

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Eu tinha parado de simplesmente sentar-me em frente ao computador e escrever minhas idéias, frustações, acho que aquele sofrimento que era tão contínuo, de uma hora para outra se fez diminuir, diminuir, e atualmente ocupa um espaço que apenas é usado para ser lembrado, para dizer que existiu, nada muito funcional e nem doloroso.

Ontem eu encontrei Maria. Continua a mesma velhinha, acho que desde que me entendo por gente, ela tem aqueles olhos murchos, a pele enrrugada, e sua altura parece diminuir a cada ano que passa. Deu dois tapinhas em meu rosto, elogiou o meu sorriso que estava estampado em meu semblante e disse - Você está bem, não é, minha filha? - Eu assenti com a cabeça, e fiz de meu sorriso ainda mais largo. Senti um bem-estar ao perceber que eu deixava transparecer o que de fato estava acontecendo mesmo; Eu estaria bem.

terça-feira, novembro 30, 2010


...

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"Eu sempre soube que eu amava muito mais."

"Be whoever you have to be, I won't judge you Sing whatever you have to sing To get it out and not become a recluse About your house, come out I know you never meant to but you do Oh but you do"

quinta-feira, novembro 11, 2010


O mundo não acaba.

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Você diz que o mundo acabou, que sua vida não faz mais sentido, que o tempo foi perdido, e que o amor agora não é mais correspondido. Você deita a cabeça no travesseiro, chora a dor de um dia ter se permitido, vivido e aprendido. Mas, você percebe que a dor é necessária, que os momentos foram importantes, e que hoje você traz uma bagagem de mil experiências vivenciadas. Lembra-se das palavras que foram trocadas, dos beijos que foram dados, e das brigas que de alguma forma te vizeram crescer. Hoje você pode respirar tranquila, deitar a cabeça no travesseiro, e dormir em paz.

terça-feira, novembro 09, 2010


As Cariocas da Minha Vida - Parte 1.

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Era impressionante a forma como quais as cariocas me despertavam certo interesse. O tesão era imediato, momentâneo, causando os meus maiores desejos, algo incontrolável, insaciável. Conheci Raquel na Praia da Barra; Morena de cabelo longo, 1m70cm, seios empinadinhos, pele bem clara, protegida pelo protetor solar, sentada com seu biquíni tomara que caia, no quiosque, enquanto desfrutava de sua água de côco. Foi espontâneo passar a língua entre os lábios, imaginando o que aquela delícia não fizesse na cama. O papo foi rápido, marcamos a saída, e tudo o que me lembro agora, é de quando a jogava sobre a cama do Motel, em Leblon. Ela trajava um vestido justo, que fazia par com seu corpo sensualmente incrível, o qual destacava ainda mais sua pele branca. Nossos corpos colaram, onde eu me encontrava por cima. Seus lábios tão macios bastaram para que eu pudesse sentir-me bem molhadinha. Seus seios tocavam os meus ainda por cima de nossas roupas. Enquanto beijava seus lábios, tentava desviar o olhar por seu colo, somente para reparar aqueles seios durinhos bem feitos por algum cirurgião.
Meus pensamentos viajavam por aquela suíte do motel. – Me fode, vai. Estou louca de vontade de você. – Os seus desejos eram como ordens. Tratei de despi-la, deixando-a somente de calcinha e sutiã. Mas o melhor estava por vir, vê-la completamente peladinha, sobre a cama, esperando a nossa foda. Cai de boca em seu sexo, que estava meladinho de tanta vontade, seu gosto era delicioso. – Isso, me chupa. Mais, mais. – Que conjunto de mulher! Eu só precisava ouvir aquele sotaque carregado de muita marra para poder foder ela sem dó. Seus gemidos demonstravam o quanto ela estava envolvida, completamente entregue. Chupei, enfiei a língua, os dedos, acariciei seus seios, mordi, lambi, acariciei mais um pouco, até ouvir seu urro de tesão, desfalecendo sobre minhas mãos que estavam por baixo de suas pernas. – Aí, paulista. Tu é muito gostosa. – Deitei meu corpo ao seu lado, até ouvi-la novamente. – Hum, não acabou não. – E aquela carioquinha caiu sobre meu corpo, fomos até as 6 da manhã.


[Texto postado em uma das comunidades do Orkut. Viper]

quinta-feira, novembro 04, 2010


Com ela, no motel....

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Primeiro que ela havia me conquistado pela voz, segundo que sua companhia havia se tornado algo tão promissor, que achei que se a tivesse 24 horas por dia, ela supriria todas as minhas necessidades, além do que me faria esquecer do mundo. Marcamos o motel. Ela no banco ao lado, olhando para fora do carro, um pouco encabulada. Ainda que estivesse escuro, eu podia enxergar sua insegurança estampada em seus olhos. - O que foi? Você nunca fez isso? - Ela engoliu a seco, enfiando suas mãos por entre suas pernas cruzadas. - Eu acho que o problema é você... - Arqueei uma sobrancelha, afastando minha cabeça para trás, sem entender. - ...não exatamente você. Acho que você me deixa dessa forma. - Qual forma? Quer voltar? - Não, a suíte é tão linda. - Soltei um riso, já crente que teria que sair do Motel. - Como faço? Vou para a suíte, ou dou marcha ré? - Ela fechou seus olhos por alguns instantes, soltou um suspiro, e sorriu. - Essa noite tem tudo para ser nossa. Eu quero fazer isso contigo. Mas, não sei. Sinto que está sendo muito casual. - Desviei o olhar para o volante, fiquei pensativa por alguns instantes. - Você sabe qu... - Ela me interrompeu. - Eu sei. Eu sei. Deixa. Eu sou boba. Vamos para a suíte? - Ela abriu um sorriso forçado. Peguei a chave de nosso quarto, e nos caminhamos. - Cada novo motel para mim é como uma festa. Sinto vontade de conhecer até o banheiro. - Ela soltou um riso, enquanto abria a porta do frigobar. Cheguei por trás de seu corpo, abraçando-a. Sussurrei bem próximo de seu ouvido. - Eu não quero fazer nada que você não esteja afim. - Ela apertou meus braços, que estavam envoltos de sua cintura. Nossos beijos se tornaram quentes, e quando nem percebi, permaneciamos desnudas sobre a cama. Seu amor foi tão gostoso que eu só pensava naquele. Suas palavras soavam em meus ouvidos como músicas. Seus gemidos era a coisa mais enlouquecedora do mundo. Então, foi uma, duas, três, cinco, seis.. E no final de tudo permanecemos juntas, dormindo juntas, até acordarmos juntas.

quarta-feira, novembro 03, 2010


Vinho bom!

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Sabe lá porque ela está montando esse teatro todo. Afundou-se no álcool. Seus cigarros passam de três maços por dia. Banho antes era pra lavar a alma, hoje somente para não passar em branco. Aquela taça de cristal, com vinho tinto, estava agora quebrada em pedaços no chão, e o vermelho sangue na parede, escorrendo, exalando cheiro de 1946. Vinho bom! O tapa que levou em seu rosto, ainda deixa marcas. Está vendo aquele roxo próximo aos olhos, e os lábios cortados? Tem um nome; Fracasso. Ele não poderia ir embora sem antes deixar-te uma lembrança, e deixou. Mas ela tem consciência de que está caminhando rumo ao fundo do seu poço. Sábado pela manhã cogitou a hipótese de suicídio; pular da ponte, tomar remédios, atirar-me em frente ao caminhão, ou atingir-me com uma arma de fogo? Nenhuma das alternativas lhe agradou. Quem sabe definhar a cada dia? É, hipótese válida. Jogou-se no canto escuro de sua sala, acendeu o seu cigarro barato, o whisky inebriava o momento, ao fundo de um blues antigo. Permaneceu ali, inquieta, indefesa e indecisa.

segunda-feira, novembro 01, 2010


Uma noite, uma garota, um bar...

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Eu acho que podemos tentar nos divertir hoje. - Ela olhou para mim abrindo um sorriso leve e tímido. Era incrível o quanto seus olhos e lábios combinavam com seu tom de pele. E alguns momentos me peguei prendendo o ar, e ouvindo sua voz bem de longe, por apenas focar a atenção em sua beleza natural. - E eu também acho que você poderia me dar um beijo. - Bastou o final de sua frase, para que eu não me contence e realizasse o seu pedido. A tímidez aquela hora havia passado longe. - Hoje eu faço o que você quiser, estiver afim. - Um rubor apareceu em seu rosto, e assim desviou o olhar para o chão. Tirou alguns fios de cabelos que cairam sobre seus olhos. Voltou a fixar o olhar no meu. - Você é sempre tão sedutora assim? - Eu soltei um riso. - Nem sempre. Só não posso deixar garotas como você, ir embora, sem que eu anote o telefone. - Ela deu um meio sorriso. - Eu não quero ir embora! - Eu correspondi o seu sorriso. - Eu não quero que você vá embora! - Peguei em suas mãos, nossos dedos entrelaçaram, eram um momento único e apenas nosso, nem mesmo o barulho do bar com música ao-vivo, era capaz de interferir nosso momento de entrega. - Você mexe comigo, sabia? - Eu adoro ouvir isso da sua boca. - É apenas a verdade. - Eu quero mais momentos assim. - Está dizendo que quer me encontrar novamente? - Estou dizendo que quero estar perto de você, de poder beijar você. - Farei com que seus desejos sejam uma...ordem. - Ela soltou um riso incrívelmente apaixonante. Pegou um guardanapo sobre a mesa, pediu ao garçom uma caneta e escreveu as simples palavras "Permita-se. Com amor", e me entregou.

quinta-feira, outubro 28, 2010


Tudo Igual.

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Tudo está igual. A velocidade a qual o trem se move, está igual. A forma como o trabalhador cansado posiciona-se sobre o banco, está igual. Os telefonemas que recebo em meu celular, está igual. A forma acidental como o carro passou sobre o buraco, está a igual. A garota falando ao meu lado injurias de seu dia-a-dia, está igual. O meu trabalho, está igual. A frequência com a qual eu sorrio, está igual. As minhas baladas de sábado a noite, não mudam. Os beijos que dou em diferentes bocas, está igual. A quantidade de saudade infinita que sinto em meu peito, está igual. A forma como tenho lido livros compulsivamente, não está igual. A forma como tenho feito amizades, está igual. O horário que acordo pela manhã, está igual. As brigas familiares, está tudo igual. Ou quando no banho, sob a água que cai em meu corpo, eu imagino e digo palavras esperando que elas cheguem onde eu desejo, está igual.
Hoje mais cedo quase cometi um deslize, e aí para ocupar a cabeça me afundei em Caio Fernando Abreu. Certamente Caio F. tem sido meu melhor companheiro ultimamente. O drama e a facilidade para escrever, que esse ícone teve, me fez criar um tipo de fissura, fissura boa, saudável. E meus dias seguem assim, pacatos, iguais, e com desejos de que os finais de semana cheguem mais rapidamente.

segunda-feira, outubro 25, 2010


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Os momentos que mais me sinto bem comigo mesma, é quando me sento em frente as minhas idéias e as escrevo em papéis. Vou cuspindo cada vírgula ou letra que condiz com o que sou, como estou. Vão ler e encontrarão até mesmo nos espaços, minha auto-definição. Tenho me achado complexa. Os textos sobre os quais discorro atualmente, fazem parte dos meus momentos de curtição de algum tipo de sentimento, em específicio um sentimento, o qual não quero dizer agora. Eu não sofro, eu curto. Eu curto a dor. Sofrer é para os fracos, sofrer é para os que querem. Eu não, eu quero curtir, eu quero aprender, eu quero tirar algo de bom, que lá na frente eu possa tirar de letra. Já dizia alguém que eu sou o estado emocional em pessoa, e acredito nessa questão. Eu sou, e me orgulho disso. Passei por muitas coisas na minha juventude que hoje me fazem manter uma postura madura, diferente de qualquer outra pessoa em questão, e isso me torna completamente diferente.

E quando eu dou o grito de liberdade, atinge a pomba que cai na minha cabeça....

sexta-feira, outubro 22, 2010


Garota...

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Ontem dormi com uma garota, bem sobre aquele lençol que você comprou comigo. Aquele que você costumava esticar sobre a cama e deitá-la em cima para sentir sua maciez.
Essa garota me contou segredos de liquidificador, como dizia Cazuza. Deu-me momentos sinceros e foi embora pela manhã. Me decifrou em pouco tempo de contato, confessou-me que tenho facilidade para o drama. Eu acho mesmo! Andei relendo alguns de meus textos e nunca me vi tão dramática, tão cheia de tentar fingir quaisquer situação que não esteja de acordo com os meus sentimentos.
Enquanto a garota pairava seu corpo nu sobre a cama, sobre o lençol, eu fumava um cigarro no centro da sala pequena, e tomava um líquido transparente, que dizia no rótulo 'artificialmente gaseificada'. Bastou!
Sabe, eu ando assim meio instrospecta, meio dramática, ou chorona, mas estou bem. Estou bebendo esse líquido que não me causa nenhuma alteração, e fumando esse cigarro barato porque tenho sentido necessidade disso ultimamente, embora nunca tenha sido uma fã assídua da nicotina, mas bem...do líquido transparente você sabe.
Mais cedo eu e a garota tomamos whisky. Levei-a naquele restaurante da Av. Paulista, sabe? Aquele que estivemos uma vez. Continua o mesmo ambiente, até o mesmo garçom. Ela gostou! Rimos, conversamos, conversamos, mas nada a respeito de nossos sentimentos e amores.
A levei para minha casa, que antes eu costumava dizer que também era sua. Trocamos carícias. Ela tocou meu rosto, segurou minhas mãos, sorriu. Mas bem, o mais curioso foi quando colocou sua mão sobre meu peito, como quem quer sentir meu coração. Respirei profundamente. Ela continou a tocar minha pele. Nesse instante consegui decifrá-la também. Sofriamos do mesmo mau; de amor.
E foi exatamente o que passamos uma para outra durante toda a noite; amor, ainda que eu não lembrasse o 'amor frustrado' dela, e ainda que ela não me lembrasse meu 'amor perdido'.
Enquanto eu e a garota trocávamos nossas experiências na cama, não pensei em você, não desejei que fosse você, não tinha nem como. Aquilo estava sendo um amor passageiro carnal, de provavelmente uma noite e só. De fato foi. Mas me fez querer escrever e pensar, que existe pessoaas no mundo que sentem e pensam como eu, que buscam quase a mesma coisa que eu procuro. E por essas idéias, concluo que a vida é um eterno recomeço, e deve ser seguida, contínua, entrar e sair histórias.
Se eu pudesse dar só uma dica, seria essa; ame, ame todos os dias, de diferentes formas, diferentes pessoas.

quinta-feira, outubro 21, 2010


Eu queria, queria te contar...

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Eu queria e contar que há dez minutos estava sentada sobre a grama da praça, sem nem saber se meu espírito estava presente, ou se apenas meu físico fazia sombra sobre o vasto verde; sei que meus pensamentos voavam por entre as árvores.
Queria te contar que passei na pizzaria, depois do trabalho, com alguns amigos. Noite agradável! Mas, não queria te contar que me faltava algo.
Eu queria te contar que enquanto caminhava no centro de São Paulo, vi aquele carro que chamou sua atenção uns dias atrás. Você se lembra disso!
Queria te contar que tenho achado engraçado o quanto as músicas "dor de cotovelo" parecem fazer mais sentido agora, até mesmo as quais julgávamos serem as piores; hoje eu choro e concordo...com elas.
Eu queria te contar que tenho pensado naqueles planos, que enquanto deitadas sobre o chão gelado, da casa gelada, em uma noite quente...de amor, eu te confessava.
Queria te contar que hoje o dia prometia chuva, mas fez sol...principalmente aqui, em meu coração.
Mas o que eu quero contar na verdade, é que tenho conversado muito com sua alma, que costumava chamá-la de gêmea.

Ao passar para o computador fiz algumas pequenas alterações. Não sou muito boa escrevendo em papel.

terça-feira, outubro 19, 2010


Sensação...

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Hoje eu acordei pulando do sofá. Por um motivo ele tem sido meu fiel companheiro, o qual tem descansado meu corpo e minh'alma. Ontem enquanto me preparava para dormir, coloquei minhas mãos embaixo de minha cabeça, próximo a nuca, e fiquei observando o teto, coisa de quem não tem muito para fazer, a não ser pensar e ver a vida passar. Fiquei por alguns instantes em minhas imaginações, que sempre me levava a diferentes situações, lembranças ou quaisquer pensamento que fosse. Comecei a sentir algo no estômago, que começou a me incomodar. Tirei o edredon que estava por cima de meu corpo, ainda incomodada e agora com um pouco de calor. Continuei a viajar em meus pensamentos. 'O que será que aquele pedaço de durex faz ali? Desde quando ele está grudado no teto? E se eu simplesmente o arrancasse? Mas, ele está muito alto. Droga! Amanhã vou tirá-lo, se não não me chamo...' Novamente a sensação começou a me incomodar, tentei não dar muita atenção, uma hora ela iria passar. 'E se eu assistisse tevê? Será que está passando o programa do Jô? Boa! Quem será que está no programa do Jô? Preciso me distrair'. E para minha surpresa não conseguia me concentrar em outra coisa, a não ser na 'dor' que se passava entre meu estômago, intestino, que de tanto, doía até meu peito. Permaneci nessa 'dor', que parecia não querer passar em nenhum momento. Senti que era falta de algo. Virei de um lado, depois me virei do outro, e não conseguia esquecer. Simplesmente levantei-me do sofá e disse - É, acho que está na hora de ir comer.

segunda-feira, outubro 18, 2010


Vamos, eu te ajudo!

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- Eu acho que você deveria fazer algo para se ocupar. Perceber que ter aquela pessoa em seu campo de visão, só vai te fazer mais mal. Pra que? A troco de nada. No final só vai ser você e você mesma. Os momentos bons? Bem, a gente consegue levá-los para o resto da vida. E os ruins, você aprendeu algo com eles? Apenas tire proveito e lições, sem guardar nenhum tipo de rancor, ou mágoa, porque isso definitivamente só vai criar algo dentro de você, e isso se chama; câncer. Vai se apaixonar hoje, ter raiva dessa paixão amanhã, e esquecer tudo isso no terceiro dia. E vai ser assim, até o momento em que você se sinta em paz com alguém, ou...quando você nem mais sentir nada. Você precisa de ânimo. Eu te ajudo! Vamos lá. Você quer fazer aquele curso de violão? Eu pago para você. Ou talvez uma terapia com uma psicologa famosa? Procure alguma, eu te ajudo também. Quem sabe se nós nos ocupássemos com aulas de inglês depois do trabalho? Eu vou adorar estudar contigo. Já sei! Uma academia para que sua auto estima fique de bem com você? Você poderia ver isso, o verão está chegando. Vamos passar na livraria? Leve esse, mais esse, esse, quem sabe esse livro aqui. Vida, viver, você só tem alguns aninhos, não pode se abalar dessa forma. Estou contigo. Não vou deixar você sofrer, maninha. - Eu simplesmente olhei para ela, soltei um suspiro, e consegui me sentir mais leve uns 100kg.

O meu eterno agradecimento vai para a única pessoa a qual sou realmente fã; Minha irmã mais velha.


sexta-feira, outubro 15, 2010


'Ainda é Tempo de Morangos'

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Os dias passaram calmos. Eu não a encontrava faziam dias. Não sabia como estava, nem por onde andava, nem sequer sabia se ainda pensava em mim. Peguei aquela cerveja estupidamente gelada na geladeira, sentei-me sobre o sofá colocando meus pés sobre a mesa de centro, fui degustar minha loira gelada. O celular tocou. Eu atendi. Era ela.

- Oi. - Sua voz soou leve.
- O-oi. - Respondi um tanto quanto surpresa.
- Eu não bem sei porque estou fazendo isso, eu só queria...
- É muito bom ouvir sua voz.
- Eu só queria dizer...
- Sim?
- Eu não sei o que dizer. Como dizer.
- Diga como preferir.
- Não é tão simples assim.
- O que você quer dizer exatamente?
- Eu quero dizer que eu....assim, eu não sei, sabe?
- Não, eu não sei o que você quer dizer.
- Que você, eu, nós, acho que...
- Hum? - Eu me encontrava um pouco sem paciência nesse exato instante.
- Quero dizer que, eu...você acha, que teria a possibilidade....
- De?
- Nós nos encontrarmos..
- E...?
- Trocarmos coinfidências.
- Como assim?
- Assim...bem ao pé do ouvido, sabe?
- Mas já fizemos isso.
- Eu sei, mas sinto saudade. Só queria relembrar um pouco.
- Ou seja, você quer me usar?
- Não, não bem assim. Não diga isso.
- Digo sim. É isso.
- Não, eu só queria dormir uma noite com você.
- Uma noite? É?
- Sim. O que você me diz?
- Eu digo que; 'Ainda é Tempo de Morangos'. Tchau.
- Ei, não me deixe falando sozi....

Olhei o visor do celular, que estava embaçado por conta do contato com a pele, fiquei pensativa por alguns instantes, e me lembrei da minha cerveja muito bem gelada me esperando.

quinta-feira, outubro 14, 2010


Penny e suas sensações...

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Penny caminhava chutando as pedrinhas do chão récem asfaltado de sua rua. Mantinha suas mãos nos bolsos de sua bermuda azul, e os olhos apertados por conta do sol forte. Não entendia muito bem como a vida funcionava agora que concluíra algo; estava solteira. Pegava o celular em mãos, e sempre se deparava com o mesmo visor, sem nenhuma chamada perdida, sem nenhuma mensagem não lida, sem novidade alguma. Mordeu seu lábio inferior, inclinou sua cabeça para o céu, e fechou seus olhos, que eram quase impossíveis ficarem abertos por conta da forte luz do dia. Seu corpo começou a esquentar de calor, suas vistas que já estavam escuras por conta de seus olhos fechados, pareciam ficar ainda mais no breu, mas ela conseguia enchergar luz através daquilo. Se sentira bem consigo mesma. Era uma sensação de poder estar vivendo, sentindo. Por algum motivo não se sentiu incomodada com a situação, por algum motivo não quis saber se haveria ou não um final feliz. O quão significativo aquela manhã sob o sol, havia trazido um bem estar em seu coração? Luz, calor, sensação de viver, sentir, existir, e além de tudo isso, poder ver luz através do escuro de seus olhos fechados. Ela seguiu caminhando a rua..
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