terça-feira, abril 17, 2012


Satisfação

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Coração acelerado, parece bater descompensado. Sinto o ar de sua respiração varrer meu rosto, afastando bem suavemente alguns fios de cabelos de meus olhos. Sua mão desliza sobre meu braço, onde aperto sua cintura. Vontade de eternizar esse momento! Algumas palavras soam de sua boca, tocando meu ouvido como música. Seus pés entrelaçam os meus. Agora sinto suas unhas cravarem minhas costas, consequências de tocar o que te faz mulher. Percebo o desejo que te faz molhar, o tesão que nos ronda. Você pronuncia algumas palavras, não consigo entender, meu corpo em estado de êxtase total se acaba em suas curvas femininas. Por fim, entre seus lábios me confessa com seus gemidos o quanto estava satisfeita, e por entre meus lábios te confesso o quanto você me satifaz.

(Depois de muito tempo com esse textinho parado, consegui finalizá-lo em menos de cinco minutos)

terça-feira, julho 26, 2011


Quem disse?

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Senta aí, meu caro. O que você está sentido agora? No que sua dor se transformou? Ódio? É, bem vindo ao clube. Quem foi o filha da puta que disse que amar é bom? Quem foi o filha da puta que disse que não vivemos sem? Eu tô aqui, amargurado, afogado nesse sofá velho, assistindo esses programas televisivos que só me mostram o quanto as pessoas são mesmo ridículas. Eu perdi o melhor da vida, eu perdi o que me fazia viver, eu não acredito mais em mim, em você, nem ninguém, mas sabe o que é foda de verdade? Você quer saber o que eu acho muito foda? É que eu não paro de pensar, de tentar fazer com que eu não acredite no amor, porque isso definitivamente é a única coisa a qual eu acredito. Meio contraditório, não? Pois é. Mas, eu sou meio assim, maluco, contraditório, doidão, mas o fato é que eu acredito no amor, e se eu acredito no amor, eu acredito em você, em mim, e em todos. Quem explica isso? Eu não sei, você sabe? Você provavelmente vai rir de mim, mas eu sou um desses 'filhos da puta' que dizem que amar é bom, e que não vivemos sem. Eu sou, eu sou um filho da puta.

segunda-feira, maio 30, 2011


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Sem mais.

quarta-feira, abril 27, 2011


Não 'tô' sabendo viver não.

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Parei para pensar em todas as situações e me senti a pessoa mais infeliz do mundo. Eram fatos que me deixavam pensar o quanto viver aquilo havia de fato me deixado desgastado. Era incrível a influência que certo alguém tinha sobre mim. Mandei uma carta para o Zézinho; - Bicho, não 'tô' sabendo viver não. - Ele me respondeu, onde até mesmo suas vírgulas fizeram total concordância com o que se passava em minha vida. Dizia que eu estava enfeitiçado, e que deveria abrir os olhos. "O amor é feito catarata, vai te cegando aos poucos até não te deixar mais enxergar, ou enxergar somente aquilo que a doença quer. Até o desgaste natural que faz ocorrer a catarata, ocorre com o amor, ocorre com você". Aí mais uma vez me inundava de maus pensamentos, que com um maço de cigarro e uma garrafa de uísque, seria a combinação perfeita de mais um péssimo momento.
Esses dias paguei por sexo. Eu não sei porque diabos paguei pelo sexo. Eu não sei porque diabos fiz aquilo, mas eu fiz. Ela era nova, bem carinhosa, sabia que nunca havia me envolvido assim, dessa forma. Aliás, essa troca de 'sexo por seu dinheiro', nunca foi benquisto por mim. Até que a jovem promíscua soube me deixar levar. Mas quando eu estava para explodir, eu pensei que naquilo não havia amor, e simplesmente amoleci. Eu não me odiei por faltar na hora H. Deixei a troca pelo sexo sobre a cama, enquanto a jovem se banhava, e sai porta a fora. Pensei no que há poucos minutos atrás fizera, e ri, ri até minha barriga doer, depois passou a ser desespero, e chorei, chorei até as lágrimas secarem. Agora não entendia porque eu sentia aquilo, por que eu sentia amor, por que? Era tão demodê. Eu queria me ver livre.
Sentei no banco da praça vazia, o vento gelado tocava o meu rosto, que levemente ruborizava minha pele branca, fechei meus olhos, respirei profundamente e tentei me acalmar. Um dia o amor vai, ou volta.

quinta-feira, abril 14, 2011


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Dê play:


Ele perguntou: - Ainda existe? O amor? – Ela não soube respondê-lo. Fechou seus olhos, apertou suas sobrancelhas, e balançou sua cabeça negativamente. Ela não sabia exatamente como aquilo funcionava, ainda que depois de tanto tempo, ainda não sabia. – O que houve com você? Fechou-se para o amor? – Disse ele enquanto ainda mantinham-se distantes um do outro. – Eu não sei o que aconteceu comigo. – Disse ela, sem conseguir cruzar seu olhar nos dele. – Deixe-me ajudá-la a lembrar do que nós fomos. – Tentou aproximar-se. – Não posso. - Ela se afastou ainda mais. –Por quê? Você disse que era importante, um dia. – Lágrimas vieram aos olhos daquele rapaz. – Eu não sei... – Impressionado com a resposta da garota, desviou seu olhar para o chão, sem entender exatamente, deixando que uma lágrima escorresse de seus olhos – Você se esqueceu da nossa essência. – Ela tentava não chorar. - Chore, por favor, apenas chore. - Disse ele, enquanto entre o choro pedia. As lágrimas dela demonstrariam que ainda se importava, e do rosto dela, nada saia, a não ser o novo semblante que havia se formado, aquele que nem mesmo ele havia visto algum dia, enquanto estiveram juntos. - Eu não posso... - Disse ela sabendo que aquilo tudo...era uma GRANDE MENTIRA.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011


Transparecendo o meu bem-estar..

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Eu tinha parado de simplesmente sentar-me em frente ao computador e escrever minhas idéias, frustações, acho que aquele sofrimento que era tão contínuo, de uma hora para outra se fez diminuir, diminuir, e atualmente ocupa um espaço que apenas é usado para ser lembrado, para dizer que existiu, nada muito funcional e nem doloroso.

Ontem eu encontrei Maria. Continua a mesma velhinha, acho que desde que me entendo por gente, ela tem aqueles olhos murchos, a pele enrrugada, e sua altura parece diminuir a cada ano que passa. Deu dois tapinhas em meu rosto, elogiou o meu sorriso que estava estampado em meu semblante e disse - Você está bem, não é, minha filha? - Eu assenti com a cabeça, e fiz de meu sorriso ainda mais largo. Senti um bem-estar ao perceber que eu deixava transparecer o que de fato estava acontecendo mesmo; Eu estaria bem.

terça-feira, novembro 30, 2010


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"Eu sempre soube que eu amava muito mais."

"Be whoever you have to be, I won't judge you Sing whatever you have to sing To get it out and not become a recluse About your house, come out I know you never meant to but you do Oh but you do"
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