quarta-feira, setembro 29, 2010


A Bailarina...

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A delicadeza sobre a qual se mantinha em cima daquelas sapatilhas de bailarina dava a ela um ar ainda mais belo de sua beleza natural. Sua roupa feito can can, deixava-a como uma figura infantil, que fazia par com seus dois coques no topo de sua cabeça ruiva. E lá estava eu, fugindo mais uma vez de minhas aulas chatas de literatura, para sentar no canto escuro do teatro gigante, apenas para observá-la. Era incrível como ela me parecia fascinantes todos os dias. Apenas ela parecia ter o dom de saltitar e ao mesmo tempo flutuar. - Bailarina, dona dos meus bons pensamentos. Um dia irei conquistá-la. – Sussurrei essas palavras como se a mesma pudesse me ouvir. Em vão. Mas, eu sabia, eu sabia que não era possível. - Ei, tu aí. O que estás a fazer aqui? Não tens aulas há esta hora? - Meus pensamentos foram interrompidos por aquela voz grossa do brutamonte que era o inspetor de alunos. – Merda! Merda! Mil vezes merda! – Pensei em agir rápido, talvez correr o mais que pudesse. Mas, a única coisa que estava a minha frente era o palco, era a Bailarina. Corri, pulando cadeiras, e degraus de escadas, e quando me dei conta a luz forte acima do palco me inundava de presença. Engoli a seco. – Merda! – E perdi o ar, perdi o ar completamente quando seus olhos cruzaram os meus. Ela pareceu sorrir, apertei os olhos para ver se enxergava bem. Será que achava graça em me ver fugir do inspetor? – Venha. – Ela estendeu uma de suas mãos, para que eu a pudesse segurar. – Sr. Carlos, oras, está a invadir um ensaio teatral. Esta doce pessoa à minha frente está a ensaiar comigo uma cena. – Visivelmente embaraçado o inspetor arqueou suas sobrancelhas, e deu de costas. E assim novamente os olhos da doce Bailarina encontraram os meus. – Eu não sei exactamente o que estás a fazer, mas... – Interrompi sua fala, dando um pequeno passo a sua direção. – Desculpa-me. Não queria interromper-te. Já vou embora.. – Dei de costas esperando que ela pudesse me intervir. – Não te incomodes. Aparece quando quiseres.. – Abri um leve sorriso podendo agora soltar o ar. O contato foi momentâneo, mas o mais importante estava feito, eu agora estava visível em seu campo de visão, não que ela nunca tivesse me visto, mas agora abria um sorriso a cada vez que me encontrava, possivelmente lembrando-se do fatídico dia no teatro. A missão estava cumprida. Voltei no dia seguinte, e no outro, e no outro, e no outro...


Agradecimentos a amiga de Portugal.

segunda-feira, setembro 20, 2010


Eu lutarei por nós!

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Eu ouvia aquelas palavras soarem de sua boca de uma forma tão violenta, que quase me fizera perder as forças, e cair no chão, com o coração apertado a cada soar de sua voz. Sentia que estava a pontos de ceder à situação, entregar-me de vez a minha possível infelicidade. Infelicidade seria ter que conviver com a única e fraca opção, que meus pais havia imposto para mim; - Ou sua vida, ou aquela pessoa há quem você chama de namorada? - Eles discutiam a minha frente, eram um livro de palavras misturadas, em tons graves e agudos, algumas palavras de decepção, ambos tentavam chegar a um acordo. Ele, meu pai, se lamentava, sentado sobre o sofá. Em alguns momentos via-se apenas o balançar negativo de sua cabeça. Enquanto minha mãe, em pé, apontava os meus ‘acertos’, no quais ela julgava serem erros. Acertos, pois diante da minha visão e pensamentos, havia acertado, sendo a primeira e única tacada certa que havia dado em minha vida; Começar a namorar aquela mulher, que trouxera sentido para os meus dias. As palavras pareciam martelos, amassando cada parte do meu corpo lentamente. Eu não tinha idéia de como seria confessar tudo aquilo. Insultos, decepções, ataques. Droga! Eram meus pais! Como podem me acertar tão profundo e dolorosamente assim? Seria tão mais fácil se simplesmente entendessem que a minha felicidade estava em um nome, em uma pessoa, em uma pessoa igual a mim. Mas, não, fui expulsa, fui maltratada verbalmente. E aqueles que chamavam de meus pais, agora estavam fazendo-se meus inimigos. Diante de toda aquela situação, me senti cair em um poço sem fundo, onde a cada metro que avançava, ia perdendo as minhas forças. Disse quase que em um sussurro, onde que na minha imaginação pude enxergá-la em minha frente – Eu lutarei por nós!

domingo, setembro 19, 2010


Você vai embora?

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[Dê Play]




Ela caminhou lentamente em minha direção, seu rosto estava baixo, deixando transparecer seu medo de fixar seus olhos nos meus. Seus dedos entrelaçados um nos outros, mantinha sua mão posicionada a frente de seu colo. Eu juro que pude enxergar uma lágrima escorrer sobre seu rosto pálido, apenas maquiado por uma leve camada de pó, que a deixava um pouco mais corada. Balbuciou algumas palavras, quase em um sussuro. Eu não entendia. Aproximei-me de seu corpo inseguro, envolvendo-a em um abraço. Seu corpo parecia desfalecer sobre minhas forças. Apertei-a ainda mais forte. - Calma. Eu estou aqui. - Disse a ela, enquanto sentia toda a vontade em apertar meu corpo contra o seu, não permitindo me mover nem 1 cm. - Por que tem que ser tão difícil? - Ela se entregava ao seu choro eterno, que molhava minha blusa, agora sem nenhuma vergonha. - ... - Eu desejava ter todas as respostas, eu desejava acalmá-la com uma simples palavra, mas nada nos faria esquecer momentos tão difíceis. - Não vá embora.. - Afastei meu rosto do seu, para que pudesse fitá-la nos olhos, rosto que demonstrava cada parte de seus sofrimento. - Eu tenho que ir... - Ainda que achasse ser impossível, ela conseguiu me envolver ainda mais em suas forças, como se quisesse que eu entrasse dentro de seu corpo. Manteu-se calada. Completei - ...ir em busca de nosso futuro. - Abri um leve sorriso. Nesse instante pude ver luz em seus olhos, que sem muito esforço correspondeu ao meu sorriso. - Então, você volta? - Disse em meio a lágrimas e sorrisos. - Eu sempre vou voltar por você...

quarta-feira, setembro 08, 2010


Dar não é fazer Amor

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Bem, recebi um e-mail pedindo para que eu disponibilizasse aqui no blog novamente, um texto de Luís Fernando Veríssimo, no qual eu havia postado um tempo atrás. Atendendo ao pedido aqui está.


“Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Te chama de nomes que eu não escreveria…
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.

Dar sem querer casar….
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral…
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado…”
(Luís Fernando Veríssimo)


segunda-feira, agosto 23, 2010


Breve uma Nova História...

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"Fiquei alguns segundos segurando sua mão. Parece que aquele primeiro contato, havia tido uma enorme força sobre minha pessoa. Era como se eu desejasse simplesmente consumi-la. Isso era doentio! Eu nem a conhecia. Mas de uma coisa era certo; Sophie Land havia conquistado um certo domínio sobre Alice Verzinie. Sobre mim!"

Alice Verzinie - Editora-chefe, homossexual, 100% entregue ao seu trabalho.
Sophie Land - Produtora de moda, incrivelmente sensual e sedutora.
O quão certo esse relacionamento poderá dar?
_________________________________

Estou disponibilizando uma breve parte da história que estou escrevendo.
Aguardem!

quinta-feira, julho 22, 2010


Aconteceu no Mundo Fake..

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Dessa vez não achei nada mais justo, do que começar a postar falando sobre a repercurssão que a matéria Amor Fake (I e II) teve, e das pessoas que fizeram parte disso. Primeiramente quero agradecer a todos aqueles que leram a matéria, deixando seus comentários no Blog, e na minha página de scrapbook. E claro, um agradecimento especial para aqueles que me ajudaram a criar as idéias; Um alô para os Taberneiros de plantão (Comunidade Taberna do Lobo), e para minha grande, querida, amante, mulher, assessora, minha namorada. No demais, deixo o meu ENORME OBRIGADA, de coração.


Recebi novas sugestões, para discutir diversos assuntos, que envolvam o 'Mundo Fake' e o 'Mundo Real'. Como achei todos interessantes, e muito presente na vida de qualquer personalidade, trago hoje para vocês, um post contendo as mais variadas idéias e situações do 'Mundo Azul'.

- Quem aqui nunca conheceu alguém no Mundinho 'Cibernétiquiano' Fake, onde a passou a manter uma amizade intensa, julgando-a ser uma relação mais real, do que qualquer outra em off?

- Ou quem aqui, não é maior de 18, 25, 35, 40 anos?

- Alguém pode gritar, se já tiverem sido enganados por aquele fake, que você conheceu João, e na realidade, quem estava por trás era a Maria? *Tapando os ouvidos*

- E aos frustrados de plantão, que atormentaram, atazanaram, fizeram intrigas, para prejudicar o próximo; Quem nunca conheceu uma pessoa que agisse dessa forma?

Isso é tão comum em nossas vidas ON, que trago aqui mais motivos, para acreditarmos que a vida Fake, é tão parecida, tão idêntica, tão estupefadamente igual, a nossa vida em OFF. Portanto, novamente fui 'as ruas de tijolos azuis, paredes azuis, céu azul, tudo azul (Leia-se Mundo Azul), e perguntei aos amigos.

Começamos com o 'looosho' que é Kapri Losho Deeva, que está no mundo azul há 4 anos com essa personalidade, e no mundo fake há quase 5 anos. Sensação no meio de todos, 'phynna' e rica, é super conhecida por suas montagens [s]engraçadas[/s] postadas sempre em seus álbuns. Como 'ela' me deu a sugestão, e como sei que tem muitas histórias para dividir, achei interessante envolvê-la por aqui.


Adorei sua sugestão, e por esse motivo, achei sensacional ter sua presença celebre. Agora quero saber de você; Divida conosco uma história de amizade que começou em 'on', no qual também passou a ser em 'off'?

Tudo começou quando entrei com o fake 'Rainha Narissa', em uma comunidade de Motel Gay, apenas para caçoar das 'bibinhas' que estavam ali fazendo sexo virtual. Era divertido ver como chamar os outros de passiva, era considerado uma ofensa, principalmente se fosse condizente com a realidade. Mas, enfim. Não vim aqui para falar sobre isso. Mas, foi nesse local, um tanto quanto "erótico", que eu conheci uma das melhores amigas de hoje em dia, a Britney Delícia Losho, que também é conhecida pelo fake Sarah Losho. Eu a encontrei por lá, também gongando as bichas, e foi amor a primeira vista! Nos unimos e sapateamos na face de geral. E não, eu não tenho preconceito contra homossexuais, até porque eu também sou um, fizemos aquilo apenas por diversão mesmo. A partir daquela data nós começamos a ficar próximas. Com o tempo, fomos pegando confiança uma na outra. NUNCA, NUNCA, NUNCA, NUNCA brigamos! Sequer chegamos a falar uma grosseria para a outra com a intenção de magoar. Até hoje continuamos assim. Uma amizade que surgiu no meio de uma 'guerra' e que perdura da forma mais doce possível. Dividimos segredos, conselhos, amor, carinho e tudo mais o que dois amigos podem compartilhar nessa vida, menos o contato físico. Mas eu posso dizer, com toda a certeza desse mundo, que ela é uma das pessoas que eu mais confio, seria capaz de deixar minha vida nas mãos dessa 'cretina'.


Incrível como ainda que separados por uma tela de computador, a amizade intensa, pode ser tão mais forte quanto se estivessem frente a frente.

Passando de amizade fake e real, chegamos em faixa etária off. Muitos adultos aderiram essa mania. E o curioso, é que muitos já são pais. Sabiam? Mas, como eles agem diante de 'mundo azul', que inicialmente era julgado ser vivido por apenas adolescente? O que acham de famílias criadas no mundo ON? Amizades? Amores? E o mais interessante, o que acham sobre o sexo virtual?

Conversando com o casal mais adorável do Orkut Fake, donos da comunidade Taberna do Lobo, Ed Wolf e Elizabeth Wolf, responderam a essas perguntas, esclarecendo as curiosidades.

Elizabeth Wolf - Bem, todos os meus amigos neste mundo azul, já sabem que a 'off' tem 47 anos, casada também em off com o Ed e mãe. Sendo assim, a minha maneira de agir aqui, é interação com os amigos no próprio perfil e na nossa Comunidade Taberna do Lobo. Não procuro fazer família, mas tenho filhos e sobrinhos, que me adotaram e que acabaram também sendo adotados por mim. Eu particularmente, nunca tive esse intuito aqui, mas acolhi com carinho os que me escolheram. Mas, mesmo que não fosse casada em off, ou seja, fosse livre, acho que não faria família aqui, como vejo em muitos perfis. Não namoraria, não casaria, nem teria filhos e etc. Acredito que o grande diferencial entre eu e os outros fakes, seja que nunca tive relacionamentos amorosos, por motivos óbvios; Ser casada em Off e On com a mesma pessoa.

Mas, por que, Eliz? É uma forma tão interessante e curiosa de agir, nesse mundo.

Eliz. W. - Nada contra quem gosta, mas esse tipo de relacionamento por aqui, não me atrai.
E as amizades, como funcionam?

Eliz. W. - Sobre amizades, em um primeiro momento procuro separar o On do Off. Mas, como somos pessoas, sentimentos, por trás do fake, sempre rola mais empatia com uma ou outra em especial, assim acabo levando para a minha 'vida real', mesmo que seja apenas no MSN.

E os amores?

Eliz. W. - Amores eu acho que pode acontecer. Se eu fosse livre, não ficaria só no mundo On, também tentaria levar pro Off. Se não fosse para ser assim, não encararia como um relacionamento sério.

Quanto ao sexo virtual?

Se fosse livre, faria numa boa. Não vejo nada contra isso. Mas, não a toda hora e com qualquer um. Teria que haver um sentimento especial e uma empatia com o parceiro em questão mesmo que ficasse só no virtual.

Mas, já aconteceu, entre o casal? (Risos)

Sexo virtual? (Emoticon caindo na gargalhada) Bem, já tentamos uma vez, aproveitando que ele estava falando comigo de outra máquina. No final, não deu certo por sermos muito íntimos. Eu achei aquilo muito estranho e preferi esperar ele chegar em casa. (Risos)

E então, dei espaço para uma voz masculina falar. Ed Wolf. Com ajuda de sua esposa Eliz, para digitar, em sua vez, começou a me confessar suas opiniões.

Ed. Wolf - A Eliz respondeu como ela age em relação a eles, e tenho uma atitude semelhante a dela. Mas, ela não explicou o que acha, sobre os mais jovens ou mesmo adultos que criam família fake. Então, vou complementar com a minha opinião particular, que não é necessariamente igual a dela.

Sobre o fake; Realmente há uns 5 anos ou mais atrás, esse universo fake era dominado apenas por adolescentes, no entanto, de alguns anos para cá, é cada vez maior o número de adultos, com mais de 30 anos, que descobriram e aderiram ao fake. Porém a maneira como estes adultos lidam com o fake tem suas diferenças. Muitos deles são mais adeptos de "*Bogus", do que de fakes propriamente ditos e outros ao contrário tem muito mais a esconder do que os fakes mais novos. Isso cria uma diversidade enorme no mundo fake que é ao mesmo tempo fonte de conflitos e em outras de encontros.

(Pausa para uma breve explicação sobre a palavra 'Bogus', que na realidade, me deu um novo sentido, a maneira de como enxergava alguns profiles fake.)

*Bogus - Perfil em que o fake está misturado com o seu off. Ou seja, uma mistura de On e Off.

Família On; Acho válido para os mais jovens, porque estão tateando em um universo desconhecido para eles na prática. Já entre os adultos acho estranho, parece que estão idealizando uma vida perfeita e diferente daquela que eles vivem no off, brincando como crianças, quando deveriam ter mais maturidade.

Amizades e amores; Como disse a Eliz, por trás do fake existem pessoas reais, portanto estão sujeitas a sentimentos reais. No entanto, nem sempre as amizades e amores fakes são sinceras, verdadeiras e realmente palpáveis. É frequente que um dos envolvidos se decepcione com a amizade ou o amor que julgava ser sólido. E isso vale tanto para os jovens e os adultos.
Sobre as ilusões; Uma opinião muito particular é a que tenho sobre o grau de maturidade de muitos adultos que resolvem criar um fake. Existem pessoas bastante centradas e outras que apesar da idade são imaturas e procuram no fake suprir um vazio qualquer, que tenham na sua vida real. Nesse último caso encontram-se os adultos que mais se decepcionam com o fake, porque além de não preencherem totalmente aquele vazio que sentem, acabam vivendo mais uma fantasia On do que se realizando em OFF.

Sexo virtual; Não tenho nada contra, mas o tema é 'os adultos no mundo fake', e nesse caso, em particular, sou obrigado a fazer uma observação. Muitos adultos criam fakes exclusivamente com essa intenção. Não os julgo. Cada um sabe de sim, mas quando ocorre o encontro fake entre um adulto destes e um adolescente, a coisa pode ficar mais complicada, e nesse caso, acho que deve partir do adulto uma atitude sensata e interromper a dita relação, de modo a evitar situações constrangedoras para ambos.

Agradecimentos; Agradecemos a nossa amiga Shane McCutcheon, pela oportunidade. Kisses and Hugs da Eliz e Ed.

Finalizando a partipação dos queridinhos do Orkut. Agradeço as incríveis respostas e curiosidades esclarecidas. O meu forte abraço para esse casal tão querido.

E mais um alvo para minhas perguntas, apresento-lhes Tony Stark, o Iron Man do Orkut. Muito simpático e atensioso, respondeu as minhas perguntas. O assunto foi sugerido por ele, na comunidade Taberna do Lobo. Sem pensar duas vezes, o homem de óculos escuro, terno preto e gravata clara, se mostrou bastante verdadeiro e decidido quanto ao assunto 'Off João, Fake Maria'.

Você quem sugeriu o assunto, e como não encontrei ninguém mais perfeito para responder e esclarecer algumas dúvidas. Tony Stark, Mr. Stark, Iron Man, já ocorreu com você essa situação?

Tony Stark. - Nunca aconteceu comigo, mas aconteceu com pessoas próximas a minha pessoa que no caso vieram a pedir minha ajuda e eu sempre com boa fé ajudei e desmascarei muita gente do gênero. Como deve ter notado meu perfil ele é meio pop aqui dentro, algo que pra mim tanto faz, sou apenas eu! E tem uma parte que me odeia e essa parte que odeia são essas pessoas que são mascaradas aqui dentro, que entram aqui para fazer intrigas e joguinhos.

O que acha dessas pessoas que criam esse tipo de profile, da forma como elas agem nesse mundo?

T. S - Assim, quer fazer perfil do sexo oposto, faça. Mas, se caso se envolva em um relacionamento, deixe claro as reais intenções, pois no mundo fake tem muita gente carente, que usa isso aqui como mecanismo de muitas coisas. Infelizmente existe esse tipo de pessoas, e para magoá-las é a coisa mais simples. Então, seja claro com a pessoa, dizendo quem está por trás do fake. Tenho certeza em afirmar, que quem faz isso com o intuito de brincar com os sentimentos e zoar a pessoa, é mau cárater. Quer jogar? Compre um playstation 3 e jogue! Eu penso dessa maneira, que muitas vezes o que somos aqui, nada mais é que o nosso reflexo em off.

Bem, por suas palavras acredito que já saiba de sua resposta. Mas, você já criou profile assim, por curiosidade, ou enfim?

T. S. É errado brincar com sentimentos. Neste caso nunca fiz um fake trocado e jamais trairia meu Tony Stark em que tanto me identifico.

E para finalizarmos aqui; Qual conselho você daria, para os fakes que tem esse intuito, criar profile João, e por trás na verdade ser Maria?

T. S. - Infelizmente essas pessoas não podem pagar o meu preço. Muito menos ter um conselho meu. Mas, tendo em vista o respeito por você, eu respondo. Diria a eles para se olharem no espelho por cinco minutos, e refletir o que é a vida deles. Com absoluta certeza, são pessoas que precisam inchar o ego, ao invés de ficar no fake fazendo o mau alheio, para cuidarem de suas vidas em off, que por sinal não vai nada bem.

Deixo claro aqui que cada um tem sua opinião. Em muitos momentos concordo com Tony Stark. Mas, temos que levar em consideração, que há muitos fakes por esse mundo, que desde o princípio são sinceros quanto a sua personalidade. Temos como exemplo Kapri Loosho, que foi nossa primeira presença citada nesse post, que é homem em off, e possui fake mulher. Portanto antes de achar ruim as opiniões ditas nesse blog, pense em todas as circustâncias. E bem, quem talvez nunca tenha pensado em criar um fake homem, ou mulher, sendo em off o oposto, que atire a primeira pedra.

Finalizando mais um post sobre o Mundo Fake. Quem tiver alguma história para nos contar, fique à vontade, pois esse mundo nos rende boas situações e risadas.

Até a próxima!







terça-feira, junho 01, 2010


Amor Fake - Parte II - A Felicidade mora do outro lado do monitor.

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Depois da matéria 'Amor Fake' ter sido um sucesso, decidir dar continuidade ao assunto, abrangendo outras situações. Recebi boas críticas e sugestões. Alguns fakes me procuraram para que eu desse a eles, um espaço nessa continuidade, e assim pudessem também me contar suas histórias.

Frequentando a Comunidade Taberna do Lobo, após ter feito uma mera divulgação na mesma, recebi uma sugestão do fake Rob Pattinson, para que a sequência da matéria falasse sobre a distância que separa os apaixonados fake, e como faziam para esse relacionamento durar. Já sabemos que a distância é um dos principais motivos para separar um casal, e que a falta do físico pesa muito na escolha do amor vivido a distância. Mas, como os amantes fazem, quando o jeito é viver um dia após o outro, já que os corações estão entregues a alguém que mora a quilômetros de distância?

Enfim, saquei meu diário de bordo. Fiz com que os personagens Rob Pattinson e sua esposa Pandora, sentassem a minha frente, para batermos um papo pra lá de interessante.

A conversa começou com meu e-mail, onde encaminhei para o casal algumas perguntas. A resposta foi surpreendentemente incrível. Atenciosos e muito bem apaixonados, me respoderam o e-mail, onde contavam cada detalhe desse percurso vivido há dois. A seguir a história de um amor que supera barreiras, oceanos e montanhas.


Como se conheceram?

Pandora Pattinson - Eu já conhecia de muito tempo a irmã off do Rob, do fake mesmo, desde 2004. Foi uma das primeiras pessoas que conheci no fake. Sabia que ela tinha um monte de irmãos, mas nunca tive contato com nenhum deles. Sabia também, que naquela época o Rob tinha outro fake, mas nunca sequer nos adicionamos ou relacionamos. Éramos de “panelas” diferentes.

Rob Pattinson - O fato é que comentei com minha irmã e ela sugeriu que eu usasse um fake que ela possuía e que era uma espécie de “tributo” a Robert Pattinson. Ela organizaria fotos, faria suas “coleções” e eu “daria vida” ao mesmo. Em troca do empréstimo, um único pedido: adicionar uma amiga sua, por consideração à amizade das duas. A idéia não me entusiasmou, mas também não morreria por causa disto. Adicionar não significaria, necessariamente, virar “unha e carne” daquela pessoa, especialmente quando eu imaginava se tratar de mais uma das “cabeças de vento” que minha irmã chamava de amiga. Assim conheci Dora.

Dei espaço para que Rob me dissesse sobre o começo de toda essa relação - As conversas sobre arte, cinema, música, política, mercado, esportes e variedades tornaram-se conversas pessoais, um dando a mão ao outro para tentarmos nos reerguer de nossos fracassos. De amigos para melhores amigos, sem nunca termos nos visto, exceto por fotografias. Os melhores amigos se apaixonaram, ao longo destes quatro ou cinco meses de convivência “virtual” diária, e acabaram esbarrando em um dilema. Rob deverá partir para a França em Janeiro.

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Ambos me confessaram que existem aproximadamente 1600 km separando o físico; uma vez que os corações estão bem próximos superando toda essa dificuldade.

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Por sua vez, Pandora falou sobre - Namoro a distância é complicado, não só por causa da saudade, da capacidade extra que temos que ter pra confiar um no outro, mas pela incerteza de não saber onde vai dar. - E ainda me citou Nelson Mandela e Winnie Mandela, casados há 38 anos, sendo que 25 anos desse casamento, Nelson viveu na prisão, e que nem um ano depois da liberação de sua sentença o divórcio aconteceu. Completou dizendo - Convivência, e o dia-a-dia, mata muita coisa, e eu ainda não sei responder se vai ser assim com a gente também. Quero muito acreditar que aquilo que pode separar também pode unir ainda mais duas pessoas.


Como surgiu a aceitação, de viver o amor há mais de 1000 km de distância?

Rob Pattinson - Pandora tem uma vida estabelecida e estável aqui. Por minha experiência prévia, tinha certeza de que ela não me acompanharia e que o melhor seria manter sua amizade. Não me agradava nem um pouco a idéia de passar pelo que havia passado previamente com minha ex-noiva (passado relacionamento de Rob, onde também viveu uma parte a distância), e muito menos a idéia de magoá-la , iniciando um relacionamento com data para expirar. No dia em que as coisas realmente “esquentaram” entre nós, coloquei a ela todas estas ponderações, já conformado ( e um tanto infeliz ) pelo desfecho que eu previa.
O e-mail que obtive de resposta, guardo-o até hoje, pois nada que alguém pudesse ter me dito poderia ter me deixado mais louco de felicidade. Nele, Dora ponderava que vivíamos a mil e tantos km de distância e que, de fato, seria complicado, mas não impossível.

Pandora Pattinson - O que eu estava sentindo naquele momento me impedia de sequer pensar em não tentar, e nunca fui mulher de fugir de situações de risco, sempre paguei pra ver! Foi quando disse para ele, que eu queria tentar, e que se desse certo, eu só teria que me submeter à revalidação do meu diploma, e que assim que conseguisse iria com ele, se não pro mesmo lugar, para muito perto, mais até do que estamos agora. Não tinha o menor medo de começar do zero, não seria isso que me impediria de ficar com ele, se fosse pra ser. Para falar a verdade, mesmo que acontecesse o impossível de não conseguir revalidar meu diploma, para ficar com ele, trabalharia até lavando pratos. Tudo acertado, começamos a namorar.

E como o encontro acontecerá? Os planos, já estão sendo construídos?

P. P - Estamos programando uma viagem de férias juntos, agora em Julho e também até lá combinamos de organizar nossas finanças e nossas agendas pra tentar se ver mais seguido, montar um plano. Viver um dia de cada vez. Encarar as dificuldades à medida em que forem aparecendo. Tentar estarmos juntos ao máximo que conseguirmos, assim como muito casal, que se conheceu por vias “normais”, tentar fazer a coisa funcionar. Vontade, amor e disposição, para isso, não falta.


R. P - O melhor plano é não fazer planos, ou ainda, não DETALHAR os planos que são feitos. Meu único plano com Dora é: vamos fazer do nosso jeito para ver até onde vamos. Enquanto estivermos felizes juntos, sabemos que estamos no caminho certo. No momento em que um de nós estiver insatisfeito, teremos que lidar com uma mudança de situação e de relacionamento que poderá ser dolorosa, mas que deverá ser feita com respeito. Entretanto, nossa grande aposta é a de acertarmos e, um dia, mandarmos aos amigos da Taberna a participação de nascimento de nossos filhos. (Risos)

Rob falou também das dificuldades, e perguntas que só podem ser respondidas, se forem de fato vividas. - Nunca tive ilusões a respeito das dificuldades que encontraremos e tenho tanto temor de que as coisas terminem mal quanto teria se nos tivéssemos conhecido de outra maneira. Conheço também os temores de Dora, que se associam a outros temores por suas experiências prévias. Entretanto, temos amor, disposição e cumplicidade suficiente para nos permitirmos arriscar. Sou pleno conhecedor dos transtornos, das inseguranças, dos imprevistos que permeiam os relacionamentos à distância e conto-me por feliz por sermos, tanto eu quanto Dora, pessoas bem resolvidas e não-ciumentas, e acredito que isto melhore em muito a nossa situação. Também sei o quanto a convivência pode consolidar ou destruir um relacionamento, mas existe outra alternativa, senão arriscar? Quais as garantias que temos de que, mesmo que nos relacionemos amorosamente com um vizinho, um colega, tudo dará certo? Que relacionamento vem com certificado de garantia? Falou também do físico e o sexo - Este é um ponto delicado que, em minha opinião, não pode ser massificado, e sim discutido entre o casal. Faz falta? Não faz? Sexo por sexo é considerado traição ou somente o é quando ocorre envolvimento? As pessoas envolvidas estão preparadas para aceitar a escolha do outro, ou concordam em um primeiro momento para verem-se, no frame seguinte, envolvidas pela dor do ciúme e da insegurança? São questões individuais que devem ser pesadas, combinadas, conversadas à exaustão e confortavelmente compatibilizadas, de forma a não ferir ninguém.

E para finalizar, me falaram sobre o que acham do Mundo Fake.

Pandora Pattinson - O mundo fake em algumas coisas, acaba sendo o mais sincero que tem. Incrível como mesmo escondendo o rosto, nos expomos muito mais, do que na vida aqui fora, onde fazemos o contrário : mostramos o rosto e encobrimos muito do que somos. É um lugar de tantas alegrias e tantas decepções como o mundo off, pois o ser humano por de trás do computador não muda. Tem sido um lugar onde conheci pessoas extraordinárias que jamais conheceria se não fosse o fake, a internet, a mudança nos relacionamentos. Não tenho o menor preconceito quanto ao que inicia nele, não importa se amizade ou até um casamento. Nunca enjoei de estar no fake, nunca me arrependi, mesmo nos momentos de suportar os golpes mais duros. Digo mais, faria tudo de novo...

Nesses tantos caracteres percorridos, no assunto Amor, Distância e Fake, este casal deveria ser um estímulo, um exemplo de sentimentos verdadeiros, que podem ser construído através do computador, do vírtual, e principalmente do fake. Para quem tinha dúvidas, de que tudo isso é realmente possível, acaba de ter sua prova viva, de que Amor Fake é tão possível, quanto apaixonar-se por alguém do seu trabalho, do seu curso, ou até mesmo alguém que esteja virando a esquina.

Na primeira parte da Matéria, deixei claro, o quanto esse 'mundo azul' é 100% parecido com o nosso mundo 'real'. Portanto, não tenha medo de apaixonar-se virtualmente. Permita-se!

Obrigado ao casal, por dividir comigo, e agora com todos que irão ler a história.

A felicidade mora do outro lado do monitor. Você concorda?

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